Entrevista com o reitor Wilmar Marçal

29 06 2008

Na semana passada eu mandei uma pergunta pro Jornal de Londrina com uma pergunta para o reitor e eles acabaram me convidando para participar da entrevista. Foram 2 horas de conversa que foram editadas para o espaço do jornal. A minha primeira pergunta, na íntegra, foi:

“Há mais ou menos 11 anos atrás, surgia a idéia de fazer de Londrina um grande centro de tecnologia no Brasil ou, nas palavras da época, de tornar Londrina o Vale do Silício Brasileiro. Com a intenção de fornecer mão-de-obra especializada e também com a intenção de fomentar a abertura de empresas de tecnologia do Brasil, entrou em atividade no ano de 1997 o curso de Engenharia Elétrica da UEL. Hoje, 11 anos depois, o curso carece de investimentos, a grande maioria dos formandos vão trabalhar fora de Londrina e, durante o curso, não há um estímulo dos professores para que os alunos desenvolvam o empreendedorismo, qualidade indispensável para que novas empresas sejam criadas na cidade. Gostaria de saber como o reitor avalia esse atual posicionamento do curso de Eng. Elétrica da UEL, tão afastado de seus objetivos iniciais, e o que isso pode implicar no desenvolvimento tecnológico da cidade.”

Além disso ainda perguntei mais 2 ou 3 perguntas que não foram publicadas.
Foi uma oportunidade interessante e que deu pra conversar um pouco sobre o nosso curso. Gostaria de ter sabido antes que eu ia lá pra poder levar perguntas de mais pessoas do curso, porém eu fui convidado 1 hora e meia antes da entrevista então não deu pra agilizar isso.

Leia, a seguir, a entrevista como ela foi publicada hoje no Jornal de Londrina:

Luiz Henrique – Como docente, noto que há falta de motivação por parte dos docentes e funcionários, além da questão salarial, por falta de estrutura. O que o senhor pode fazer?

A universidade está sucateada? Está. Precisa de uma verba maior de custeio? Precisa. Tudo isso é muito interessante, mas eu volto a insistir: se não houver uma política salarial decente, não adianta motivação. O professor universitário ganha mal, infelizmente. Nós estamos aguardando um reajuste do governo de 5%, depois mais 22%, que ainda vai à Assembléia Legislativa. Do ponto de vista de como melhorar a infraestrutura e a questão de equipamentos e custeio, a única alternativa para nós é a pós-graduação. Hoje os cursos latu-sensu, que são os de especialização, e são cursos pagos, podem nos dar um socorro. Um ponto extremamente importante seria destinar uma parcela do ICMS para as instituições de ensino superior. O prognóstico é que, se não tivermos adequação orçamentária, tenho receio de que, em menos de uma década, as universidades públicas, de um modo geral, se tornem grandes colégios públicos.

Mateus Rabello – O curso de Engenharia Elétrica foi criado em 1997, numa época em que a cidade discutia o Londrina Tecnópolis. Por ano se formam 25 alunos e a maioria vai trabalhar em São Paulo e Curitiba. Como o senhor vê essa questão?

O curso de Engenharia Elétrica perdeu sete doutores nos últimos anos devido à questão salarial, e essa debandada me preocupa como gestor. Para realinhar isso, tenho duas propostas. Primeiro, acho que o aluno tem que interagir mais com a cidade. Quem faz a orientação vocacional dentro do curso é o estágio. Londrina está acordando para a questão tecnológica. Tínhamos a chamada Intuel, uma incubadora tecnológica dentro da UEL, mas que foi se perdendo com o passar do tempo. Chamei o empreendedor que havia doado o prédio [Atsushi Yoshii] e pedi que ele deixasse a universidade cuidar da incubadora, porque a estrutura administrativa não estava boa. Há dois meses criamos a Agência de Inovação Tecnológica, que vai fazer com que a gente tenha interação com o Parque Tecnológico Francisco Sciarra, vamos ter nossas incubadoras funcionando lá dentro, preservando a originalidade e o reconhecimento de quem faz.

Glauco Borba – O campus da UEL é um dos locais em Londrina com maior fluxo de pessoas. Gostaria de saber se há algum projeto para melhorar o acesso de quem vai de bicicleta para a UEL.

Existe um plano viário na administração que prevê que a universidade tenha ao seu redor um círculo, uma pista, para que a pessoa se desloque sem passar pelo centro do campus. Na questão mais pontual, já fizemos 2 mil metros de calçadas, porque em muitos locais as pessoas andavam na rua, e vamos fazer mais calçadas, o que contempla também os cadeirantes. Na questão da bicicleta, esse plano viário vai ajudar. Temos outra questão que é o ponto em que o poder público municipal tem que socorrer. Por exemplo, a [avenida] Castelo Branco está até hoje sem duplicar, meus funcionários andam pela calçada sem pavimentação, não tem segurança para as bicicletas circularem. Se pudermos ter integração com poder público municipal, poderemos ter uma circulação mais tranqüila para bicicletas.

Luiz Henrique – Temos um problema de falta de pessoal e a mesma professora que pesquisa, dá aula, faz orientação e tem que atender ao telefone, porque não temos uma secretária. Qual é a meta para a pós-graduação?

A questão de funcionário é crônica, tenho 1.043 vagas em aberto, entre professores e técnico-administrativos, criadas, mas não autorizadas. Não é uma crítica ao governo, mas o Estado é moroso nessa questão de contratação. Têm processos que demoram até um ano e três meses para a pessoa assumir. Não é só a pós que não tem secretária, tem departamento que não tem secretária. O que temos feito é processo seletivo de ascensão dos servidores, que vai dar um quadro de quem pode ter ascensão e quem não pode e quais as vagas que vamos abrir para concurso. Hoje, não podemos abrir mais nenhum curso de graduação, eu queria abrir Nutrição, mas não tem como abrir. Qualquer curso de pós-graduação que fizermos, vamos ter que contar com a colaboração dos servidores e professores. A universidade expandiu demais a pós, o que é natural, mas não houve crescimento de número de professores para dar fomento. Quem autoriza vagas é o Estado, o reitor não tem essa autonomia.

Paulo Nishitani – Qual a sua posição em relação às cotas do vestibular?

Eu ainda acho que precisamos atender a questão dos pobres, não acho que deva existir rótulo de negro ou de branco. Se tem que ter cotas, podemos usar mecanismos como o imposto de renda dos pais dos vestibulando. Para mim só há uma raça, que é a raça humana. E dá muito trabalho para nós a questão das cotas na hora de avaliar, em pessoas que se declaram negras, mas você vai ver e a pessoa não é negra, declara que tem descendentes afro, dá muito trabalho administrativamente. A universidade precisa ter estatísticas nesses anos todos e levar isso para seu conselho. Sou favorável para as pessoas de baixa renda, porque nem sempre a pessoa de cor é pobre.

Luiz Henrique – Vou colocar um tema polêmico a pedido dos alunos, que é o assunto da sede do DCE [Diretório Central dos Estudantes]. Se na eleição para reitor o voto dos alunos corresponde a 33%, assim como docentes e servidores, por que na questão do DCE o senhor ‘barrou’ o diálogo com os alunos? Não houve democracia, na visão dos alunos.

A questão tem duas etapas. Qualquer gestor público que detecte irregularidade tem como dever de ofício corrigir isso, sob pena de ser processado. O DCE locou um prédio público para terceiros, e não podia fazer isso. Isso está comprovado nos autos, se o reitor não tomasse uma medida de reintegração de posse, qualquer um de vocês poderia me processar por omissão. Posteriormente chamei três alunos para conversar e disse que o imóvel perdeu a finalidade de DCE, estava sendo usado para festas, e que não pode haver duas sedes, e já existe uma sede muito bem montada no campus. Precisava desafogar uma fila de 200 crianças no Colégio de Aplicação [que fica ao lado da sede do DCE do centro] e precisava de espaço para sala de aula. Estamos dialogando e foi criada uma comissão no Conselho de Administração. Há proposta de fazer daquele local um museu. Agora, precisa ficar dito que a administração não é contra os alunos explorarem o DCE, podem explorar com cantinas, xerox, mas eles têm que tocar o negócio. Para finalizar gostaria de dizer que o DCE tem que recuperar sua ética, porque o espaço está sendo usado com finalidade que não atende à questão estudantil, atende a interesses particulares de um pequeno grupo que faz muito barulho. O DCE tem linha política, mas a representação estudantil não é mais só a do DCE, temos os centros acadêmicos, as 11 empresas júnior, a atlética, com 300 atletas. Criamos o Canal do Estudante, um elo de ligação com o aluno, mas não de assistencialismo, para angariar fundos com empresários da cidade para dar sustentabilidade e mandar os alunos para um congresso.

Mateus Rabello – Acho que pensar só no salário como forma de motivar professores é um pouco cômodo, acho que a universidade poderia puxar mais os alunos para si e motivar não só a comunidade, mas a sociedade, com outras ações.

Essa é uma visão empreendedora. Esse trabalho de conversa a corpo-a-corpo é feito constantemente nos centros pelos pró-reitores. Dois meses atrás lançamos a campanha Adote uma Sala/Adote um Laboratório, está no site. Pouquíssimos empresários querem colaborar. Nosso plano é pegar um grupo de empresários e pedir para que eles reformem um dos banheiros. Vamos trazer egressos e empresários para investir na universidade.

Jorge Ribeiro (enviada por e-mail) – Gostaria de saber se o reitor pode ajudar os alunos dos cursos de Engenharia Civil e de outras áreas a viabilizar intercâmbios internacionais. A Assessoria de Relações Internacionais (ARI) da UEL nada consegue fazer pelos alunos que a procuram, e os estudantes acabam sendo privados de uma visão internacional.

Antes acontecia que o aluno passava pela ARI, pela Pro Reitoria de Planejamento, onde ficavam os convênios para os estudantes buscarem estágio no Brasil e no exterior, e tinha a Pro Reitoria de Graduação, onde os alunos têm que se regularizar. Não estava bom, o aluno tinha que passar por um triângulo e era inoperante. Pegamos tudo isso e em 2006 criamos a Central de Estágio dentro da Pro Grad, que funciona para o aluno que busca estágio e intercâmbio dentro e fora do Brasil. A primeira sugestão para o aluno é buscar a Central de estágio e, segundo, ele tem que saber qual é a universidade em que ele quer estagiar. A identificação do aluno com o estágio começa no terceiro ano, e isso precisa mudar. Os alunos do primeiro ano chegam de forma audaciosa e irreverente, mas eles não têm um norte. Meu perfil de aluno [para iniciação científica] é: não gosto de aluno maconheiro, não gosto de aluno que usa piercing, não tenho intolerância religiosa, mas a pessoa tem que ter boa apresentação. Não posso mandar um porra-louca no congresso para representar a universidade.

Fonte: Jornal de Londrina





Consultores 3E 2008 – INSCREVA-SE!

26 06 2008

Nesta semana a turma da 3E estará passando em todas as salas de aula do curso de engenharia elétrica com o seguinte informe: Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Consultores.
Diferentemente do último processo seletivo da empresa, esta seleção não recrutará graduandos do curso para fazer parte do corpo administrativo da empresa e sim para cargos que executarão os projetos da mesma.

A 3E está abrindo no momento apenas três vagas para estes consultores. A primeira etapa é preencher uma ficha simples que capta as informações necessárias de cada participante.

Após essa etapa haverá a entrevista pessoal que analisará a veracidade das informações contidas nas fichas de inscrição e que definirá os melhores candidatos para as vagas no momento.

Os aprovados começam suas atividades a partir do dia 22 de Julho, onde passarão por um treinamento em projetos elétricos e se alinharão com os objetivos da empresa.

3E-UELAlém de capacitações “na faixa” ou a preço de custo, os consultores ganharão horas certificadas pela 3E que estão totalmente de acordo com a UEL e que poderão ser descontadas das atividades extra-curriculares exigidas pela grade curricular.

Para completar, de acordo com a urgência e dificuldade do projeto, o consultor da 3E poderá ser remunerado, sendo ora quase que simbolicamente ora com um bom valor monetário, por isso, fiquem espertos com esta grande oportunidade que a Empresa Júnior traz para o curso de engenharia elétrica da UEL.

Vantagens em ser um consultor da 3E:
Para quem não lembra direito do que foi falado em sala de aula, algumas vantagens em ser um consultor da Empresa Júnior de Engenharia Elétrica:

- Participar de capacitações (que começam ao final de Julho) em projetos elétricos, tanto teoria quanto cursos a preço de custo de AutoCAD para os que precisarem;
- Ganhar horas para ser descontadas ao final do curso (como atividade extra-curricular);
- Poder participar de eventos do Movimento de Empresas Junior como consultor da 3E para se capacitar em diversos temas, não necessariamente de enfoque técnico;
- Trabalhar por este orgão do nosso curso que vem crescendo a cada ano e fortalecer esta empresa para que seus benefícios possam ser extendidos a mais pessoas e com mais recursos dentro do curso de Engenharia Elétrica da UEL;

Observação importante:
Não será feito um vínculo de estagiário com o consultor de forma que este não precisará trabalhar períodos definidos por dia. Todos os consultores trabalharão de acordo com a demanda e com prazos pré-estabelecidos pelo gerente do projeto, podendo ser realizado em qualquer momento pelo consultor (trocando em miúdos: se alguém tiver capacidade para fazer o projeto em um dia ou um mês, se estiver de acordo com o prazo delimitado, tudo bem).

As fichas devem ser entregues a um membro da 3E de sua sala, ou deixadas no “escaninho” da empresa na secretaria do DEEL, no dia 30 de Junho, segunda-feira. Este prazo é único e imutável.
Ainda há como preencher a ficha digitalmente fazendo o download da mesma clicando aqui e enviando para rh@3euel.com.br .

Abraços e boa sorte!





FILA Saturday Night RUN

24 06 2008

No dia 02 de agosto vai rolar a etapa Londrina da FILA Saturday Night FILA Night RunRun, um evento que vai misturar corrida e balada numa prova diferente e moderna.
Serão 4 categorias: 4 e 8 km, masculina e feminina sem divisão de faixa etária e nível de competição. Aqueles que cruzarem a linha de chegada receberão uma medalha de “finisher” e os 3 primeiros colocados nas categorias masculina e feminina receberão um kit FILA caprichado com camiseta, tênis short e meia.

Para mais informações, entre no hot site oficial do evento!

Dica: Toco Nakamura!





Cursos de Férias da Unifil

22 06 2008

As férias tão chegando e pra quem quer aproveitar pra… estudar, uma ótima oportunidade são os cursos de férias da UNIFIL.
As inscrições acontecem de 30/06 a 04/07/2008 na própria UNIFIL e tem cursos das mais variadas áreas.
Os cursos custam R$5,00  e acontecem de 14 a 18 de julho.

Clique aqui para conferir a lista dos cursos que estão sendo ofertados esse ano.





Google Code Jam 2008

19 06 2008

Estão abertas as inscrições para o Google Code Jam 2008 - o desafio mundial de programação da gigante de buscas. A prova para os programadores consiste em solucionar quatro problemas de algoritmos no menor tempo possível.

As inscrições são feitas pelo site http://code.google.com/codejam. Os 500 classificados inicialmente ganharão uma passagem para as semifinais em Belo Horizinte (MG), de onde serão selecionados os 100 melhores para a grande final na sede do Google em Mountain View, nos Estados Unidos.

Fonte: O Globo





Copa Ohm 5ª semana.

16 06 2008

Finalmente mais comentários sobre a Copa Ohm, que já está em sua 7ª semana. Para mostrar que os comentários dos jogos tardam, mas não falham. Mas enquanto os jogos da 7ª semana não começam, fiquem com comentários da 5ª semana. Vale lembrar que, apesar de não ter assistido o jogo do Conti com o Laranja, o Mateus comentou (e jogou também, portanto a imparcialidade nos comentários é 100% garantida).

10º Jogo (Conti Bier x Laranja Elétrica)

Um jogo para marcar a história do Conti Bier. Em uma tarde marcada pela técnica e pelo espírito de equipe o Conti quase alcança a sua primeira vitória contra o Laranja Elétrica, perdendo apenas de 18 a 1.
O Laranja entrou em campo com a sua maior arma: Edmar que, mesmo jogando com uma perna mecânica, mostra que tem talento e prótese para ir às Olimpíadas. O Conti também tem talento: o Toco ta lento, o Falleiros ta lento e o Professor tá lento.
O jogo começou agitado e já logo de cara o Conti mostrou uma de suas jogadas novas: a bomba do Osama. Com o intuito de derrubar os adversários, Mingau solta a bomba em quadra e, para a surpresa de todos, o feitiço se voltou contra o feiticeiro e os jogadores do Conti caem agonizando no chão. O Laranja não soube aproveitar a oportunidade e não marcou.
Na seqüência foi a vez do Conti lançar a sua 2ª jogada ensaiada: a Estátua. Ao comando do goleiro Mingau, todos os jogadores cravam as chuteiras onde estavam e lá permanecem até o adversário errar o gol. A jogada se mostrou bastante eficiente, pois parados os jogadores do Conti atrapalham mais o adversário do que se “movimentando” em campo.
Chegamos ao intervalo e acontece algo que assusta a todos: Adilson “desmaia” no colo de Rafael Freitas e, durante a queda, machuca o olho e a canela. Freitas se oferece para fazer a respiração boca-a-boca, mas Adilson acorda a tempo de evitar o pior.
O 2º tempo começa animado e vale destacar o lance em que, enquanto o Conti fazia a sua jogada Estátua, o jogador Takeda do Laranja errou o gol.
E, quando todos achavam que o jogo já tinha dado tudo o que tinha para dar, eis que Falleiros tira da Cartola uma jogada ensaiada exaustivamente pelo Conti: o Touchdown. Após o passe perfeito de Mingau Falleiros pega a bola na linha das 30 jardas e segue livre para marcar o primeiro touchdown da história do Conti. Depois do feito o juiz, maravilhado pelo espetáculo que acabara de presenciar, encerra a partida.
Vale ainda destacar a maravilhosa bicicleta Caloi do Falleiros, o Edmar que fez gols a valer, as jogadas à La Conti Bier do Laranja, as 2 defesas que o Flavinho fez, a caneta do Mateus no Varaska e a bola na trave impressionante que o Falleiros mandou do meio do campo.

E para quem perdeu os lances acima descritos, taí o vídeo que não me deixa mentir!

11º jogo (Mata Viado X Schbhds…)

Cai um favorito! Mata Viado deixa a Copa Ohm melancolicamente após a derrota de 4 a 1 para o Schbhds… (vulgo, time do Banha). Era o jogo decisivo para os dois pois estavam empatados em pontos. Prometia ser um jogo nervoso principalmente porque os dois times estavam praticamente sem reservas. Apesar do Mata Viado ter a tradição e o direito do empate a seu favor (tinha maior saldo de gols), os desfalques foram determinantes para o fracasso do time no jogo, além ainda de contar com o Yá, machucado e o Wagner, voltando de contusão.

O jogo foi de muita marcação, principalmente por parte do time do Schbhs… Mostrando muita vontade, não deixaram o Mata Viado jogar com a posse de bola. No meio do 1º tempo o time do Schbhs… abre o placar, obrigando o Mata Viado a se lançar ao ataque. Apesar do time contar com 3 jogadores de marcação e apenas o Yá para criar jogadas ofensivas, o Mata Viado conseguiu o empate em uma “cagada ensaiada” de lateral. Mas, no fim do 1º tempo o Schbhs… marca seu 2º. Na volta do 2º tempo, o Mata Viado veio determinado a virar o jogo. O segundo gol parecia ser uma questão de tempo. Yá chutou várias bolas perigosas mas, ou era defendidas pelo Frota, ou passavam raspando a trave. Por falar em trave, Wagner mandou uma na quina. Quase gol! Lançados ao ataque, o Mata Viado procurava desesperadamente o 2º gol, que quase veio quando Yá ficou cara a cara com o goleiro Frota depois de uma jogada excepcional de Wagner, que atraiu dois marcadores e antecipou a jogada dando um passe de costas. Porém a jogada não teve continuidade pois o juiz marcou uma falta duríssima (talvez a mais violenta do campeonato), em que “Risadinha” chegou com vontade para isolar a bola, mas chegou atrasado na jogada e acabou literalmente levantando Wagner, que caiu com tudo de costas no chão. Qualquer semelhança com as jogadas de Sandro Goiano é mera coincidência. Seguindo o famoso ditado: “quem não faz, leva”, o time Mata Viado toma mais 2 gols, decretando a eliminação de um dos favoritos da Copa Ohm.

Com o resultado, o Schbhs… consegue sua classificação para as semi-finais da competição e agora aguarda a definição do grupo A para saber quem será seu próximo adversário. No grupo B, Mata Viado e Protocolo eliminados.

Próxima rodada

Em breve (prometo) comentarei a 6ª semana, que teve muita polêmica, jogo cancelado e o último jogo do Conti Bier na Copa Ohm.





Joguinho pra divertir

6 06 2008

Clique no link abaixo para arruinar uma promissora tarde de estudos:

Premiere League Foosball

 

De nada!





A evolução dos celulares

6 06 2008





Copa Ohm 3ª e 4ª semana

2 06 2008

Depois de um tempo sem notícias, a Copa Ohm volta com tudo. Porém, apesar de nessas duas últimas semanas terem “rolado” 5 jogos, os comentários serão breves. Até porque duvido que alguém iria ler todo o post se os comentários de cada jogo continuassem do mesmo tamanho.

5º Jogo (PuTAKEOpariu X Schbhds)

Comentários sobre esse jogo? Vixi…faz tanto tempo que até esquecí como foi. Mas pelo placar percebe-se que o jogo foi disputado. Poucos gols e muitas faltas. No 1º tempo, quase que o Schbhds time do Banha estourou em nº de faltas coletivas (mais de 5 faltas coletivas era tiro direto, sem barreira). Destaque para o “Bocão” e o “Risadinha” (do 1º ano) que empataram em 3 faltas cada um. Isso porque o juiz deixou o jogo correr bastante, senão teria um festival de faltas. Aliás, por causa desse detalhe do juiz, houve muita reclamação por parte dos dois times. Teve até um “pênalti” reclamado, porém o juiz não deu, alegando que o jogador já estava desequilibrado quando caiu dentro da área. Apesar das reclamações, e na humilde opinião do mésario do jogo (Eu, Wagner) também não marcaria. Contra quem foi o pênalti? Putz…não me lembro mais. Apesar das faltas e reclamações, o jogo foi bom e disputado. Tanto que o PuTAKEOPariou ganhou de apenas 3 gols. Jogo com menor número de gols da Copa, até agora.

Para finalizar o comentário: destaque positivo: Leopoldo, e seu “butinão” (apesar do butinão teve fair-play e naum deu “butinada” em ninguém). Destaque negativo: o excesso de vontade dos jogadores que quase sempre acabava em falta.

6º jogo (Para-raios do Sucesso X Soja +2)

Esse talvez seja o comentário de jogo mais curto. Por que? Porque infelizmente aconteceu um triste incidente em que houve confusão de horários. O jogo aconteceu as 17h, porém no site estava marcado para as 18h. Aí, eu assistindo a final da Champions League, todo feliz. Faço o “sacrifício” de perder a prorrogação entre Chelsea e Manchester pra ir pra Uel prestigiar a Copa Ohm, quando chego lá, descubro que tá quase todo mundo puto comigo, pelo atraso. Acabei sem poder ver o começo do jogo. Deu pra assistir apenas os 10 min finais, e foi o suficiente pra ver que o Soja +2 (time nipônico +2 da elétrica) foi bem em sua estréia na copa e dominou o jogo. Final de jogo, 8 a 2 e a experiência de verificar a veracidade dos horários dos jogos no site.

Destaque positivo: Chuck, que foi o artilheiro do time e do jogo. Destaque negativo: a confusão de horários.

7º Jogo (Soja +2 X Conti Bier)

Esse jogo sim eu assisti. Não tem como perder um jogo do Conti e, como sempre, eles não decepcionaram, até porque foi o jogo com o maior diferença de gols até agora da Copa mostrando mais uma vez que o time do Conti é imbatível no quisito gols sofridos. Sofridos também foram os 2 gols e 1/4 que o time do Conti fizeram. Mas como assim 2 gols e 1/4? Pois é, o 1/4 de gol ficou por conta do Toco, que errou o chute na cara do gol. O gol era tão feito, que acabou sendo considerado um “quase gol”, mostrando que pro time do Conti fazer o mais fácil não tem graça. Tudo que é mais difícil é mais divertido.

Em mais um dia inspirado de Chuck, que foi um dos artilheiros do jogo, o Soja +2 mostrou que os japoneses da Elétrica não dependem do Zico pra jogar futebol de alto nível. Porém, apensar do placar elástico, os gols mais comemorados do jogo foram os dois do Conti.

Destaque positivo: Os dois times. Um pelos gols e o outro pela irreverência. Destaque negativo: As “excelentes” cobranças de lateral de Jackson “Professor”.

8ª jogo (Laranja Elétrica X Toma Cachaça Krai!!)

Errei. Esse sim será jogo com o comentário mais breve. O interessante desse jogo foi que ele demorou 2 dias pra terminar. Calma, não foi nenhuma “500 milhas” de futebol, é que o jogo foi antecipado de última hora. De quarta, foi tranferido pra segunda. Porém, a falta de energia interrompeu o jogo no 2º tempo (que foi finalizado na quarta). Como só deu tempo de avisar os times envolvidos, assistí apenas o 2º tempo.

Apesar de só ter visto o 2º tempo, o jogo foi disputado. Muita vontade dos dois times de vencer. Cada um com uma vitória e quem ganhasse o jogo teria a vantagem de ter duas vitórias no grupo. Quando um time abria um gol de vantagem o outro empatava e abria vantagem. De acordo com as estatísticas da Copa, foi o jogo com maior número de viradas. Jogo bom e disputado até o fim. Porém, quando menos tempo faltava pra acabar, mais faltas o jogo ia acumulando. Quase no fim, o Laranja Elétrica conseguiu abrir dois gols de vantagem. Já nos últimos segundos, quando o Laranja valorizava a posse de bola, houve desentendimentos entre um jogador do Toma Cachaça (que acabou sendo expulso) e um do Laranja. No fim, o time do Laranja ganhou por 6 a 4.

Ponto positivo: Jogo com maior número de viradas. Ponto negativo: Caetano, que foi o único jogador expulso até agora da Copa e não joga o próximo jogo pois cumpre suspensão automática.

9º jogo (Mata Viado X Protocolo)

Ufa…quase acabando os comentários. Pra fechar, Mata Viado e Protocolo fizeram o último jogo da 4ª semana (que teve 3 jogos). Mata Viado com vários jogadores contundidos. Entre eles Leonardo, que teve uma contusão séria e desfalca o time pro resto da Copa. Baiano recuperando do tornozelo, o Yá (ou Iá, como queiram) com dores no pé, Lobão com dores pós-musculação e por fim Wagner também com problemas no tornozelo. Resumindo, um time de remendados e com a média de idade mais alta do campeonato (fato comprovado visivelmente pelas carecas do Wagner e do Yá) . Fontes confiáveis disseram que na próxima Copa, o time do Mata Viado irá fazer a pré-temporada no asilo mais próximo da Uel.

1º tempo de jogo foi disputado. Niguém dizia que iria acabar 10 a 1 pro Mata Viado. Porém, o time do Protocolo foi prejudicado pela falta de reservas. Por conta disso, o jogo se definiu da metade pro fim do 2º tempo, em que o Mata Viado fez um gol atrás do outro. Destaque para a irreverência do Yá, que narrava seus próprios gols, e tb para Wagner, que mesmo machucado foi pro sacrifício e ainda fazendo seu golzinho (aliás um golaço, modéstia a parte). Nem Manarelli e seu corte de cabelo à lá Palácio foi o suficiente para segurar o remendado mas inspirado time do Mata Viado.

A jogada principal (e uma das mais engraçadas da Copa) foi o quase gol perdido pelo Yá, que driblou 2 na linha de fundo e deu um passe pro Jaú na cara do gol (faltava apenas empurrar pro gol). Na hora que o Yá fez o passe, já saiu comemorando a bela jogada. Acontece que o Jaú não empurrou pro gol. Tentou retribuir a bela jogada feita com mais um passe. Mesmo de costas, Yá ainda recuperou a bola e chutou pro fundo da rede.

Pontos positivos: O clima amistoso entre os times e a Cuba livre que rolava solta no banco de reservas do Mata Viado. Pontos negativos: Os desfalques de ambos os times.

Fim. Pelo amor de Deus. Não aguento mais escrever. Portanto, para não extender “muito”, não farei comentários sobre a próxima rodada. Por favor, se esqueci de detalhes importantes, escrevam nos comentários do post.





Um jovem herói

1 06 2008

Esse post foi retirado de um blog que eu acompanho chamado Bizrevolution e nele está uma entrevista da Veja com o estudante de direito Yon Goicoechea, um dos principais líderes de oposição ao governo do presidente Hugo Chávez na Venezuela. Com certeza uma das melhores entrevistas que eu já li. Vale a pena ler até o fim e aprender sobre liderança, sobre força de vontade e sobre como um estudante de 23 anos está conseguindo mudar a história de todo um país.

“Em tempos difíceis que descobrimos quem é quem. Confira a história de um estudante venezuelano e sua luta contra a retórica ultrapassada da esquerda chavista.

Apesar da pouca idade – apenas 23 anos -, o estudante de direito Yon Goicoechea é hoje um dos principais líderes de oposição ao governo do presidente Hugo Chávez na Venezuela. Sua atuação à frente do movimento estudantil foi considerada pelos observadores decisiva para a derrota de Chávez no referendo que lhe teria conferido mais poder e limitado ainda mais a liberdade dos venezuelanos. Por sua luta em prol da democracia, Goicoechea recebeu, no mês passado, um prêmio de 500 000 dólares do instituto americano Cato, sediado em Washington. Ameaçado de seqüestro e até de morte pelos chavistas, ele passou a tomar algumas medidas de segurança em seu dia-a-dia. Não sai mais à rua sozinho e troca o número do celular a cada quinze dias, para evitar ser grampeado. Ainda assim, vive com medo de ser vítima de um ato violento por parte do governo. Na entrevista que concedeu a VEJA, Goicoechea se revela uma voz destoante no movimento estudantil: critica o fato de tais movimentos receberem dinheiro do governo, tal qual no Brasil, e é contra invasões de reitoria como forma de protesto.

Veja – Você acaba de ganhar um prêmio nos Estados Unidos por lutar pela liberdade em seu país. Qual foi a reação do governo?
Goicoechea -O Ministério da Comunicação usou a televisão estatal para difundir a tese de que, ao conceder o prêmio a um opositor do regime, os Estados Unidos estariam fazendo uma nova tentativa de desestabilizar os governos na América Latina. Uma baboseira ideológica que choca, antes de tudo, pelo anacronismo.

Veja – Qual é sua opinião sobre esse antiamericanismo?
Goicoechea – É inaceitável o fato de a filosofia antiamericanista ainda ter espaço num momento em que os países estão cada vez mais próximos uns dos outros. Enquanto eles se abrem e claramente se beneficiam disso, a Venezuela está isolada do mundo. Também não dá para entender de onde vem tanto ódio contra um modelo que, afinal, deu certo. Fiz palestras em Harvard e Georgetown, ambas nos Estados Unidos, e vi de perto como funcionam algumas das melhores universidades do mundo. Devemos é aprender com os americanos, em vez de repudiá-los. Repare que há muito pouco de objetivo nas críticas feitas por Chávez aos Estados Unidos – são pura retórica. Adoraria ver os venezuelanos vivendo tão bem quanto os americanos.

Veja – Você costuma ser criticado por outros estudantes ao defender tais idéias?
Goicoechea -Sim, o tempo todo. Essas críticas vêm de uma minoria de estudantes que ainda apóia Chávez. Estão motivados, basicamente, por um discurso ideológico de esquerda. Segundo esses estudantes, eu seria um típico representante da direita. Com uma discussão tão ultrapassada, eles deixam de prestar atenção na questão central: quem se opõe ao governo Chávez está lutando pela possibilidade de qualquer venezuelano defender o que bem entenda e acreditar nisso sem que seja punido, como é comum hoje. Para superar um cenário tão atrasado, é preciso pragmatismo – e a insistência no debate ideológico só atrapalha.

Veja – Líderes estudantis brasileiros, sobretudo aqueles ligadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), já declararam apoio incondicional ao presidente Hugo Chávez. Eles também estão sendo mais ideológicos do que pragmáticos?
Goicoechea -Sem dúvida. Acho indefensável que haja no movimento estudantil brasileiro líderes que saiam em defesa das práticas autoritárias do governo venezuelano. Prefiro acreditar que eles fizeram isso por um profundo desconhecimento das reformas propostas por Chávez. Se estivessem mais bem informados, esses estudantes brasileiros não teriam tomado uma posição que vai de encontro à diversidade de opiniões e às liberdades individuais. Como ser a favor de reformas que tirariam das pessoas direitos tão básicos, como o de escolher seus governantes e até o de optar pela profissão que desejam seguir? Não faz nenhum sentido que estudantes tenham simpatia por tais idéias.

Veja – Você chegou a receber alguma manifestação de apoio de movimentos estudantis brasileiros?
Goicoechea -Nenhuma. Mas teria sido de grande ajuda. A pressão internacional contra Chávez pode exercer um papel fundamental para que a Venezuela se torne, de novo, uma democracia. Infelizmente, alguns líderes estudantis na América Latina, assim como o meio acadêmico de modo geral, estão paralisados pelo discurso ideológico. Perdem tempo discutindo Karl Marx e idéias superadas ao longo dos séculos, quando poderiam estar lutando por questões mais práticas e relevantes. Esse debate velho não faz mais sentido em nenhum lugar do mundo – muito menos na Venezuela, onde falta um artigo de primeira necessidade: a liberdade de expressão.

Veja – No Brasil, os estudantes costumam invadir reitorias como forma de protesto. Você concorda?
Goicoechea -Não. Numa democracia como a brasileira, há instituições suficientemente sólidas para resolver os impasses, e é preciso recorrer a elas. A ordem e o respeito à lei não são princípios apenas desejáveis, mas absolutamente necessários nas sociedades modernas. Até mesmo num governo autoritário como o da Venezuela, em que as instituições são menos transparentes e inoperantes, acho que manifestações tão extremas a ponto de ser ilegais devem funcionar apenas como último recurso.

Veja – Que tipo de represália você sofreu por parte do governo quando começou a liderar movimentos antichavistas?
Goicoechea -Foram tantas que perdi a conta. Recebi telefonemas em casa com ameaças de seqüestro e até de morte. Isso se estendeu à minha família. Também já apanhei no meio da rua. No ano passado, durante uma assembléia para discutir as reformas propostas por Chávez, alguns estudantes que apoiavam o governo me agrediram. O que era para ser um debate como qualquer outro se tornou uma demonstração de intolerância. Acabei no hospital com um olho roxo e o nariz machucado. Em outra ocasião, colocaram um explosivo no palco em que eu discursava. Eles fazem isso para me assustar, e às vezes conseguem. Não dá para não ter medo de morrer numa situação como a atual. Meus familiares vivem apavorados com a idéia de que algo pior possa acontecer comigo. Por mais de uma vez, minha mãe via televisão quando foi surpreendida com cenas em que eu era alvo de agressões em plena luz do dia.

Veja – Em geral, quem são os agressores?
Goicoechea -Pessoas ligadas a alguns dos grupos radicais de apoio a Chávez. Eles praticam a violação dos direitos humanos na Venezuela sem nenhuma espécie de pudor. Minha situação piora com a propaganda negativa que o governo faz contra mim em jornais, rádios e na televisão. Já me chamaram de tudo: de fascista, inimigo da pátria, colaborador da ultradireita e até de títere do império americano. Em meu país, sou tratado pelo governo como um péssimo exemplo.

Veja – Como você se protege?
Goicoechea -Jamais fico sozinho em lugares públicos. Troco o número do meu celular a cada quinze dias e não tenho mais telefone fixo, para evitar ser grampeado. Em momentos mais tensos, como nas semanas que antecederam a votação do referendo de Chávez, deixei de dormir em casa. A cada noite, pedia asilo a um amigo diferente. Viver assim não é exatamente bom, mas sei que não exagero ao tomar medidas em prol da minha segurança.

Veja – Você pensa em deixar a Venezuela e morar em outro país?
Goicoechea -Não. Depois da II Guerra, meu avô fugiu do caos em que estava a Espanha para tentar uma vida melhor na Venezuela. Com o passar dos anos, a Espanha se tornou próspera e meu avô sofreu muito com o fato de não ter estado lá para ver essas mudanças e participar delas. Guardadas as devidas diferenças históricas, a Venezuela é hoje, também, uma espécie de terra arrasada. Posso soar idealista, mas não quero jamais sentir a mesma frustração de meu avô, ainda que toda essa repressão me atinja tão diretamente.

Veja – O governo interfere nas universidades da Venezuela?
Goicoechea -Ele tenta o tempo todo. Algumas universidades já são diretamente controladas pelo governo. Nelas, todos os reitores e diretores são pró-Chávez e chegaram lá por indicação política. É o caso da Universidade Bolivariana, uma invenção do próprio Chávez, e da Unefa, comandada pelas Forças Armadas. Essas instituições sofrem pressão do governo. Alunos e professores têm medo de emitir opiniões que possam ser mal interpretadas pelas autoridades e resultem em expulsões, demissões e outras represálias. Fazer oposição a Chávez numa dessas universidades é algo impensável. Felizmente, elas ainda são a minoria na Venezuela. Mas o número pode aumentar.

Veja – Por que você diz isso?
Goicoechea – O governo lançou recentemente uma proposta inacreditável. Chávez quer que o processo de seleção nas universidades passe a ser comandado pelo Ministério da Educação. Na prática, isso significa que só os estudantes alinhados com o governo teriam acesso à educação superior. Não acredito que os chavistas consigam emplacar esse projeto. De todo modo, é assustador. O governo também tentou implantar uma cartilha própria nas escolas, mas fracassou.

Veja – Como era exatamente essa cartilha?
Goicoechea – Profundamente ideologizada e xenófoba. O objetivo declarado da cartilha era formar “o novo homem socialista”, nas palavras do próprio Chávez. Ela incentivava as crianças a entoar canções a Simon Bolívar, o herói da independência nacional, e a odiar os colonizadores europeus. Também apagava alguns capítulos da história desfavoráveis a Hugo Chávez e alimentava a admiração aos movimentos que resultaram em ditaduras comunistas, como os da Coréia do Norte e de Cuba. Um absurdo atrás do outro. Mas essa Chávez não conseguiu levar adiante.

Veja – Você conhece muita gente que vive com medo do governo na Venezuela?
Goicoechea -Isso é muito comum. No serviço público, por exemplo, é preciso dar a toda hora manifestações explícitas de apoio ao governo para manter o emprego. Isso acontece de diversas maneiras. Conheço pessoas que já foram várias vezes forçadas a participar de atos públicos em favor de Chávez. Nessas ocasiões, elas sabem que, caso não compareçam, acabarão demitidas. Vão, portanto, porque precisam do trabalho. Essa é uma forma de coerção brutal. Quem recebe benefícios sociais do governo sofre algo parecido. O pré-requisito básico para ter acesso a qualquer um deles é o mesmo: apoiar incondicionalmente Hugo Chávez. Hoje, quem faz oposição ao governo na Venezuela paga um preço alto por isso.

Veja – De onde vem o dinheiro para manter o movimento estudantil que você comanda?
Goicoechea -Da contribuição mensal dos estudantes e de empresas do setor privado. Elas dão dinheiro por meio de uma fundação mantida pelo próprio movimento estudantil. Do governo, evidentemente, não vem nem um centavo. É claro que isso tem uma relação direta com o fato de o movimento ser de oposição a Chávez. Mas, mesmo que o governo quisesse nos ajudar financeiramente, eu seria absolutamente contra.

Veja – Por quê?
Goicoechea -Não acho apropriado para um movimento estudantil manter uma relação tão estreita com o governo. Por definição, uma organização dessa natureza precisa ser independente. Do contrário, dificilmente fará um trabalho sério. Às vezes, os estudantes precisam se colocar contra o governo, como acontece hoje na Venezuela. Com uma relação financeira estabelecida entre as duas partes, a isenção fica naturalmente comprometida.

Veja – No Brasil, uma parte do orçamento da UNE vem do governo…
Goicoechea -Para mim, está claro que esse é um modelo fadado ao fracasso. Se fosse estudante no Brasil, faria uma reflexão sobre isso.

Veja – Você está pessimista em relação à situação na Venezuela?
Goicoechea -É preciso fazer um esforço diário para renovar o otimismo. Enxergo, no entanto, alguns sinais positivos no horizonte. Estudantes que antes não se manifestavam têm me procurado dizendo que, diante de tanto obscurantismo, resolveram protestar ativamente. Isso fortalece o movimento. Outro dado bom diz respeito ao surgimento de lideranças no governo dispostas a respeitar as leis e a dialogar com a oposição. É, pelo menos, um começo.

Veja – O que você vai fazer com o prêmio de 500 000 dólares que acaba de receber?
Goicoechea -Investir numa escola em Caracas para capacitar líderes. A idéia é ajudar a formar uma juventude com a mentalidade mais aberta e, antes de tudo, voltada para temas minimamente relevantes. É o contrário do que se passa na Venezuela e em tantos outros países da América Latina – todos com uma forte inclinação para assuntos já sepultados pela própria história. Fico angustiado ao ver como questões tão ultrapassadas e ideológicas impedem as pessoas, ainda hoje, de aspirar a uma sociedade mais moderna.

FORA TODAS AS IDEOLOGIAS ATRASADAS DE ESQUERDA que se propõem a transformar o mundo em algo comunitário e não pessoal.

Eu espero que NENHUM JOVEM JAMAIS ABAIXE A CABEÇA para NENHUM SISTEMA POLÍTICO de esquerda ou direita. ABSOLUTAMENTE NENHUM. Seja MAIS VOCÊ, crie sua própria IDEOLOGIA (temporária) a partir da REALIDADE que você vive ao invés de tentar adaptar alguma ideologia a fantasia imaginária de algum lunático dos séculos que já eram.

Que o número de brasileiros com INFLADA AUTO-ESTIMA multiplique todos os dias.

CHEGA de abaixar a cabeça!”

Fonte: www.bizevolution.com.br