Energia Eólica: A força que vem do vento.

28 09 2008

Com a construção de catorze novos parques eólicos no Ceará, o Brasil começa a levar a sério a produção de eletricidade a partir dessa tecnologia limpa.

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Se a economia brasileira crescer 5,5% neste ano, como previu o ministro da Fazenda há duas semanas, será preciso adicionar 3.500 megawatts à capacidade energética do país – ou corre-se o risco de um novo apagão. Trata-se de um salto de bom tamanho, um acréscimo de 4% na produção atual. Em outras palavras, o Brasil precisa de toda a eletricidade que conseguir obter. Há, nessa urgência, uma oportunidade para fontes alternativas de energia, como a eólica, que até recentemente eram vistas como mera curiosidade no país. Neste mês, uma empresa americana, a Econergy, inaugurou o primeiro de uma leva de catorze parques eólicos que começarão a operar no Ceará até o fim de 2009. Com localização na Praia das Fontes, próximo a Fortaleza, a usina terá 32 turbinas de vento e capacidade para abastecer uma cidade com 90 000 casas e 200 000 pessoas. Quando todos esses parques terminarem de ser construídos, o Ceará terá à sua disposição 500 megawatts de energia providos pelo vento. Será o estado com a maior capacidade, ultrapassando o Rio Grande do Sul, que hoje produz 68% da energia eólica nacional.

Isso representará apenas uma gota d’água no oceano da necessidade energética brasileira – mas o aproveitamento da força do vento aponta numa direção para a qual o mundo todo está olhando, a da energia limpa. O potencial eólico brasileiro medido pelo Ministério de Minas e Energia é de 143 000 megawatts – um terço acima da produção atual de energia elétrica. Mas esse número está exagerado. Se descontarmos as reservas florestais e as cidades, onde não se poderiam erguer turbinas, chega-se a 30 000 megawatts – o equivalente a duas Itaipus. O Brasil tem hoje 218 megawatts de capacidade instalada em parques eólicos no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. O maior deles está no município gaúcho de Osório, que produz 150 megawatts. Não é sem razão que as turbinas de vento são a fonte energética com defensores mais empolgados. A tecnologia eólica causa pouco dano ao ambiente e se utiliza de um recurso, o vento, abundante e gratuito. Seu defeito é o preço. A eletricidade dos cata-ventos gigantes custa o dobro da proveniente de hidrelétrica.

Participação da energia eólica em cada pais.

Participação da energia eólica em cada país.

Já foi pior, pois o custo caiu pela metade na última década e hoje se aproxima do das termoelétricas. “O preço do petróleo tende a subir, enquanto o da energia eólica deve continuar encolhendo. Em menos de oito anos, essas duas curvas certamente se cruzarão”, diz Laura Porto, diretora do departamento de desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. O preço caiu por várias razões. Uma delas é a disposição de muitos governos em subsidiar essa fonte de energia limpa e que não depende dos humores dos produtores de petróleo. Também contribuiu o avanço tecnológico, responsável por turbinas mais eficientes e fáceis de montar. Antes, as peças eram emprestadas da indústria náutica. Hoje, são inspiradas no design dos aviões. Utilizam-se ligas de metais que permitem pás mais compridas e, assim, capazes de aproveitar melhor o vento. As três lâminas que integram uma turbina distorcem seu formato para permitir que o vento escape quando está girando rápido demais. Também conseguem se movimentar mesmo quando o vento é menos intenso. Se há cinco anos uma turbina ficava parada 15% do tempo, atualmente esse índice está em torno de 3%.

No mundo, a energia eólica cresce a taxas de 26% ao ano e causa empolgação crescente entre políticos. No Brasil, ganhou fôlego com o Proinfa, programa de incentivo governamental que entrou em operação em 2004. O Proinfa determinou um preço fixo a ser pago pela energia eólica e fechou contrato com as empresas privadas interessadas, que se encarregaram de construir os parques. Não foi feito um leilão, em que as empresas disputariam os contratos entre si e ganharia aquela que oferecesse o preço mais baixo por megawatt para o consumidor. A justificativa para tal atitude é que não havia um mercado para esse tipo de energia no Brasil e foi preciso criá-lo. “É uma aposta que serve como um laboratório da energia eólica”, diz o engenheiro Rafael Schechtman, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), uma consultoria do Rio de Janeiro. Quatro anos depois de iniciado o programa, o Brasil possui uma fábrica de turbinas e outra está entrando em operação. Já existem sete empresas que constroem as torres e duas que fabricam as pás. O futuro agora depende da necessidade energética brasileira. Uma coisa é certa: vento é o que não falta.

o governo americano quer que usinas eólicas forneçam 20% da eletricidade em 2030

Futuro: Turbinas em Palm Springs, na Califórnia: o governo americano quer que usinas eólicas forneçam 20% da eletricidade em 2030

Fonte: Revista Veja.





Como o Google vai comemorar seus 10 anos

25 09 2008

O Google lançou nesta quarta-feira o projeto 10¹ºº, definido por eles como “um chamado por idéias para mudar o mundo, ajudando o maior número possível de pessoas”. O gigante das buscas promete financiar com US$ 10 milhões os cinco melhores projetos que forem recebidos.

No site do 10¹ºº (a propósito: esse número, 10¹ºº, se chama Googol) a empresa publicou um vídeo onde argumenta que quando alguém se movimenta para resolver problemas comuns podem surgir idéias que ajudam até mesmo milhões pessoas. O vídeo termina com a pergunta “Quantas pessoas a sua idéia pode ajudar?”. Confira:

As idéias devem ser enviadas até o dia 20 de outubro, através de um formulário que pode ser encontrado neste link. Um vídeo de até 30 segundos pode ser incluído para reforçar a proposta. O Google aceita projetos nas seguintes categorias: comunidade, oportunidade, energia, meio-ambiente, saúde, educação, habitação e outros.

Os critérios para a escolha das melhores idéias, segundo o site, serão o alcance do projeto, a profundidade com que as pessoas serão afetadas, a viabilidade da implementação em curto prazo (um ou dois anos), a eficiência e a duração do impacto da idéia.

No dia 27 de janeiro o Google vai publicar uma lista de 100 idéias e o público poderá eleger as 20 semi-finalistas. Então um júri irá escolher os cinco melhores projetos, que receberão o apoio da empresa.

Além do projeto 10¹ºº, o Google lançou também nesta quarta-feira, em comemoração aos seus 10 anos de aniversário, uma linha do tempo com a história da empresa. É possível navegar pelos principais acontecimentos do gigante das buscas, desde o dia em que Larry Page e Sergei Brin se conheceram, em 1995, até o lançamento do Chrome, no início do mês. A nota curiosa da data fica por conta de um vídeo que apareceu na internet, no qual um homem chamado Hubert Chang alega ser o ‘terceiro’ fundador do Google.


Fonte: O Globo Digital





Banda larga brasileira está entre as piores do mundo

16 09 2008

O Brasil tem uma das piores redes de banda larga do mundo, segundo um estudo que analisou a internet rápida em 42 países do mundo. Na pesquisa, consuzida pelas universidades de Oxford e Oviedo, a pedido da Cisco, o Brasil ficou a frente apenas de Chipre, México, China e Índia.

Numa escala de 0 a 100 o Brasil fez 13 pontos, valor considerado inadequado para o uso de aplicativos comuns na rede hoje em dia, como navegação web, downloads de música, streaming básico de vídeo e chat por vídeo.

Os dados foram conseguidos através de testes reais de velocidade de banda larga, conduzidos por usuários do mundo inteiro pelo site www.speedtest.net, durante o mês de maio. Os três critérios utilizados pela equipe foram as velocidades de download e de upload, e latência (medida de demora na transmissão de dados).

Mais da metade dos 42 países estudados apresentaram conexões de banda larga com o nível necessário de desempenho para oferecer uma experiência consistente de qualidade para os aplicativos Web mais comuns existentes atualmente. No entanto, mesmo nações européias como Reino Unido, Espanha e Itália, ficaram em média abaixo desse limite.

O Japão obtive ampla vantagem na primeira posição, sendo o único que se mostrou preparado para oferecer a qualidade necessária para os aplicativos Web de próxima geração nos próximos 3 a 5 anos. Suíça e Holanda tiveram o melhor desempenho de conexões de banda larga na Europa, resultado dos investimentos crescentes em expansões de rede a cabo e de fibra, segundo o estudo.

Aplicativos futuros incluem telepresença envolvendo consumidores, cuidados com a saúde, educação, compartilhamento e streaming de arquivos de vídeo de alta qualidade, IPTV de alta definição, transmissões ao vivo com qualidade de cinema e automação doméstica avançada.

Fonte: O Globo Online, publicada em 15/09/2008