Palestra

19 06 2009

Caros amigos,

O quão preparados nós estamos para entrar no mercado de trabalho?
Como nos tornarmos melhores e mais competitivos?
Como poderemos exercer as nossas profissões da melhor maneira possível?

Foi pensando não em responder, mas em nos ajudar a refletir sobre essas questões que a 3E-UEL, o CAEL, o Crea Jr. e o blog ElétricaUel se reuniram para trazer à nossa cidade a palestra “Exercício profissional e sustentabilidade das profissões”, ministrada pelo engenheiro Ênio Padilha, autor de 5 livros e do artigo “Por que é que a gente é assim?” e que já ministrou cursos e palestras para mais de 15.500 profissionais em mais de 150 cidades de todos os estados brasileiros.

“Exercício Profissional e Sustentabilidade das Profissões” é uma palestra destinada aos profissionais e estudantes de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e que tem como objetivo provocar uma reflexão sobre as consequências para o futuro dessas profissões em função da maneira como elas são exercidas pelos profissionais no mercado de trabalho, nas instituições profissionais e nos governos.

Trata-se de uma palestra que busca estabelecer reflexões sobre a atividade individual dos profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia à luz das crenças, valores, princípios, ética e cidadania, buscando realizar a tão pretendida VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL.

Na palestra serão abordados temas como “A definição do exercício profissional”, “O discurso da crise”, “As “pragas” do exercício profissional”, “A importância real da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia para o desenvolvimento e a sustentabilidade da sociedade brasileira”, entre outros. Após a apresentação, haverá ainda um debate sobre o assunto com os presentes.

Local: Anfiteatro do CESA – UEL / Londrina
Horário: 18 horas
Investimento: R$ 5,00
VAGAS LIMITADAS!

INSCRIÇÕES:
Alunos da UEL: De 22/06 a 03/07 no Trailler do CTU
Alunos de outras universidades: Enviar e-mail para palestraenio@gmail.com que nós entraremos em contato!

Mais informações: palestraenio@gmail.com ou (43) 9929-3192 (Mateus)

Logos





Berkeley Webcasts

10 05 2009

Todo semestre a UC Berkeley webcasts seleciona cursos e eventos para disponibilizar on-demand na internet.

Clicando aqui e depois clicando em \COURSES nós temos a possibilidade de assistir, de graça, a cursos inteiros da Berkeley.

Genial.

Na nossa área estão disponíveis 3 cursos:

- Introduction to Digital Integrated Circuits
- Advanced Analog Integrated Circuits
- Advanced Digital Integrated Circuits

Cada curso desse tem uma porrada de aula. Pra quem curte é um prato cheio. Pra quem não curte, tem outras opções.

Quando que a UEL vai começar a disponibilizar as suas aulas na internet?
Quem vai querer assistir as nossas aulas?
Qual o professor que vai assumir a responsa de ser julgado pelo mundo todo?


UPDATE: Eu tinha visto só lista de 2009, mas acabo de ver que estão disponíveis cursos desde 2001. É MUITA coisa.





Edital de Seleção de Pré-Incubação

7 04 2009

Intuel

Intuel

Essa é especial para os empreendedores do curso!

A Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (INTUEL) abriu as inscrições para a seleção de empreendimentos nas modalidades de pré-incubação residencial e não residencial.

Estão abertas 9 vagas de pre-incubação residentes e 10 vagas de pre-incubação não residentes.

O Edital esta no site da INTUEL (www.intuel.org.br) onde vocês podem encontrar mais informações.





Vale do Silício brasileiro

1 04 2009

Acredito que uns 90% das pessoas que entraram comigo na Elétrica entraram pensando em seguir a carreira da Telecom. Naquela época todas as mídias e todos os olhos estavam voltados para essa área que prometia emprego garantido, bons salários, etc. Nessa época o sonho de muitos de nós era estudar em Santa Rita do Sapucaí, no Inatel.

Esse vídeo abaixo é uma reportagem do Mundo S/A, excelente programa da Globo News, sobre o Vale da Eletrônica brasileiro que nasceu ao redor do Inatel. Apesar de o tema ser eletrônica, essa história é sobre EMPREENDEDORISMO e o que se é capaz de fazer quando ele é bem trabalhado.

Li em algumas reportagens antigas que na época da fundação do nosso curso havia uma intenção de que Londrina, através do projeto Londrina Tecnópolis, se tornasse um pólo industrial. Hoje em dia o nosso curso é voltado para formar pesquisadores acadêmicos e, apesar de termos uma das 20 melhores empresas juniores do Brasil no nosso curso, ainda falta muito para que empreendedorismo seja visto como uma parte importante do nosso processo de formação.

Se não estiverem interessados em aprender sobre Raw Food esperem o vídeo carregar e pulem para os 12 minutos!






Oportunidade para TCC

9 03 2009

Olá pessoal da elétrica.
Essa semana o profº Mangili mandou um e-mail para um de nossos alunos da elétrica (Jõao Nonis) para repassar uma  oportunidade para quem está a procura de um tema para seu TCC.

Segue abaixo o e-mail que o Profº mandou e que pediu para colocar no murao da elétrica.

Prezados Senhores,

Em relação ao TCC informo que estou ofertando duas vagas para orientação:

Uma vaga já definida (orientando André) na área de Qualidade de Energia – Assunto: Eficiência Energética em Edificações.

Trabalho a ser executado em parceria com a Engenharia Civil, com inclusão em projeto de pesquisa em andamento.

Uma vaga em aberto que é na área de Engenharia de Segurança – Assunto: Análise Preliminar de Riscos em Indústrias.

O aluno realizara medições de conforto e segurança, elaborará relatórios/laudos de APR e participará da confecção de software de tomadas de decisões de ações prevencionistas.

É necessário conhecimento de alguma linguagem de programação/banco de dados.

É trabalho bem definido e com final para julho de 2009.

Alguns alunos manifestaram interesse (03 alunos) porém neste momento não sei se mantêm o interesse, solicito que os mesmos e novos alunos interessados enviem CV com histórico escolar para meu email (mangili@uel.br). Comunicação sobre o assunto, nos próximos 10 dias, apenas por email.

Definirei escolha para a segunda vaga até segunda-feira (16/03)!!!

Att, Prof. José Fernando Mangili Júnior

Urgente: O e-mail a seguir foi mandado após o agendamento da notícia acima. Segue abaixo um novo e-mail mandado pelo professor Marcelo Tosin.

Caros Alunos de TCC.

Nesta segunda-feira expira o prazo para a primeira etapa de alocação dos alunos aos orientadores de TCC. Relembrando, nesta primeira fase os orientadores deverão assumir compromisso com apenas 2 alunos. Entretanto, segundo meu levantamento, até agora existem diversos professores ainda com suas vagas a preencher.
Peço novamente que vocês procurem os professores ainda com vagas e tentem encontrar um projeto que satisfaça vossas expectativas. Conversem com os professores e analisem suas propostas. Certamente muitos de vocês vão se surpreender com os projetos.
Sei que muitos nesta turma de formandos ainda não tiveram a experiência ou a oportunidade de desenvolver um trabalho com certa profundidade sobre um tema específico, como é feito em uma iniciação científica, e esta é a última oportunidade de fazê-lo durante a graduação. O trabalho de graduação deve ser uma experiência para ser lembrada com orgulho pela vida toda e, certamente, acrescentará muito a vossa formação. Digo isso com a experiência de ter realizado uma iniciação científica e também um TCC em épocas distintas durante a graduação. Assim, posso dizer que o TCC foi, de longe, aquele que me trouxe maior satisfação e ganhos em minha formação. Desta forma, reitero o pedido para que vocês encontrem um tema de trabalho dentre aqueles orientadores que ainda possuem vagas.
Para ajudar, segue uma lista com os orientadores que ainda não preencheram sua cota. Por favor, consultem a página do TCC para obter mais informações.

Aziz Elias Demian Júnior — 1 vaga Jaime Laelson Jacob — 2 vagas
José Carlos Pizzolato Júnior — 2 vagas
José Fernando Mangili Júnior — 1 vaga
Lúcio dos Reis Barbaosa — 2 vagas
Márcio Roberto Covacic — 1 vaga
Osni Vicente — 2 vagas
Silvia Galvão de Souza Cervantes — 2 vagas
Taufik Abrão   — 1 vaga

Saudações

Marcelo C. Tosin
Coordenador de TCC





Boas vindas!

2 03 2009

Olá pessoal da Elétrica. Esse é o 1º post do ano após a volta as aulas. Desde já, o ELÉTRICAUEL dá as boas vindas aos novos alunos de Engenharia Elétrica da UEL. Sintam-se honrados pelo curso que escolheram. Atualmente é uma das profissões mais visadas em que a sociedade, em geral, aposta para transformar o país em uma potência não só econômica mas também tecnológica. Queiram ou não, são os engenheiros os responsáveis por melhorar a qualidade de vida dos serem humanos, ainda mais em um começo de século em que a tecnologia cada vez faz mais parte do nosso dia-a-dia.

Para quem ainda não sabe, o ELÉTRICAUEL é o blog do nosso curso. Criado em Dezembro de 2007 com o intuito de ser um canal de informação sobre os acontecimentos relacionados ao nosso curso. Tem como foco também, manter os alunos informados sobre notícias e curiosidades de interesse de quem estuda e pretende trabalhar com tecnologia. Em 2008, ficamos felizes com a audiência que o blog obteve, principalmente com a cobertura, quase completa, da Copa Ohm. Esse ano, pretendemos melhorar ainda mais, procurando sempre manter o blog atualizado.

Contamos com a participação de todos os alunos, professores e até de pessoas não relacionadas ao nosso curso, escrevendo suas opiniões sobre os posts do blog. Esse interatividade é de extrema importância não só para o sucesso do blog, mas para manter um canal aberto para a discussão de idéias e manter sempre todos “atenados” com tudo que acontece em nosso curso e com as inovações tecnológicas, que está sempre em evolução.

Mais uma vez o ELÉTRICAUEL deseja boas vindas aos novos alunos. Contamos com a participação de vocês, assim como de todos os veteranos e professores do curso.

Abraços.

Bloggers do ELÉTRICAUEL.





Entrevista com o reitor Wilmar Marçal

29 06 2008

Na semana passada eu mandei uma pergunta pro Jornal de Londrina com uma pergunta para o reitor e eles acabaram me convidando para participar da entrevista. Foram 2 horas de conversa que foram editadas para o espaço do jornal. A minha primeira pergunta, na íntegra, foi:

“Há mais ou menos 11 anos atrás, surgia a idéia de fazer de Londrina um grande centro de tecnologia no Brasil ou, nas palavras da época, de tornar Londrina o Vale do Silício Brasileiro. Com a intenção de fornecer mão-de-obra especializada e também com a intenção de fomentar a abertura de empresas de tecnologia do Brasil, entrou em atividade no ano de 1997 o curso de Engenharia Elétrica da UEL. Hoje, 11 anos depois, o curso carece de investimentos, a grande maioria dos formandos vão trabalhar fora de Londrina e, durante o curso, não há um estímulo dos professores para que os alunos desenvolvam o empreendedorismo, qualidade indispensável para que novas empresas sejam criadas na cidade. Gostaria de saber como o reitor avalia esse atual posicionamento do curso de Eng. Elétrica da UEL, tão afastado de seus objetivos iniciais, e o que isso pode implicar no desenvolvimento tecnológico da cidade.”

Além disso ainda perguntei mais 2 ou 3 perguntas que não foram publicadas.
Foi uma oportunidade interessante e que deu pra conversar um pouco sobre o nosso curso. Gostaria de ter sabido antes que eu ia lá pra poder levar perguntas de mais pessoas do curso, porém eu fui convidado 1 hora e meia antes da entrevista então não deu pra agilizar isso.

Leia, a seguir, a entrevista como ela foi publicada hoje no Jornal de Londrina:

Luiz Henrique – Como docente, noto que há falta de motivação por parte dos docentes e funcionários, além da questão salarial, por falta de estrutura. O que o senhor pode fazer?

A universidade está sucateada? Está. Precisa de uma verba maior de custeio? Precisa. Tudo isso é muito interessante, mas eu volto a insistir: se não houver uma política salarial decente, não adianta motivação. O professor universitário ganha mal, infelizmente. Nós estamos aguardando um reajuste do governo de 5%, depois mais 22%, que ainda vai à Assembléia Legislativa. Do ponto de vista de como melhorar a infraestrutura e a questão de equipamentos e custeio, a única alternativa para nós é a pós-graduação. Hoje os cursos latu-sensu, que são os de especialização, e são cursos pagos, podem nos dar um socorro. Um ponto extremamente importante seria destinar uma parcela do ICMS para as instituições de ensino superior. O prognóstico é que, se não tivermos adequação orçamentária, tenho receio de que, em menos de uma década, as universidades públicas, de um modo geral, se tornem grandes colégios públicos.

Mateus Rabello – O curso de Engenharia Elétrica foi criado em 1997, numa época em que a cidade discutia o Londrina Tecnópolis. Por ano se formam 25 alunos e a maioria vai trabalhar em São Paulo e Curitiba. Como o senhor vê essa questão?

O curso de Engenharia Elétrica perdeu sete doutores nos últimos anos devido à questão salarial, e essa debandada me preocupa como gestor. Para realinhar isso, tenho duas propostas. Primeiro, acho que o aluno tem que interagir mais com a cidade. Quem faz a orientação vocacional dentro do curso é o estágio. Londrina está acordando para a questão tecnológica. Tínhamos a chamada Intuel, uma incubadora tecnológica dentro da UEL, mas que foi se perdendo com o passar do tempo. Chamei o empreendedor que havia doado o prédio [Atsushi Yoshii] e pedi que ele deixasse a universidade cuidar da incubadora, porque a estrutura administrativa não estava boa. Há dois meses criamos a Agência de Inovação Tecnológica, que vai fazer com que a gente tenha interação com o Parque Tecnológico Francisco Sciarra, vamos ter nossas incubadoras funcionando lá dentro, preservando a originalidade e o reconhecimento de quem faz.

Glauco Borba – O campus da UEL é um dos locais em Londrina com maior fluxo de pessoas. Gostaria de saber se há algum projeto para melhorar o acesso de quem vai de bicicleta para a UEL.

Existe um plano viário na administração que prevê que a universidade tenha ao seu redor um círculo, uma pista, para que a pessoa se desloque sem passar pelo centro do campus. Na questão mais pontual, já fizemos 2 mil metros de calçadas, porque em muitos locais as pessoas andavam na rua, e vamos fazer mais calçadas, o que contempla também os cadeirantes. Na questão da bicicleta, esse plano viário vai ajudar. Temos outra questão que é o ponto em que o poder público municipal tem que socorrer. Por exemplo, a [avenida] Castelo Branco está até hoje sem duplicar, meus funcionários andam pela calçada sem pavimentação, não tem segurança para as bicicletas circularem. Se pudermos ter integração com poder público municipal, poderemos ter uma circulação mais tranqüila para bicicletas.

Luiz Henrique – Temos um problema de falta de pessoal e a mesma professora que pesquisa, dá aula, faz orientação e tem que atender ao telefone, porque não temos uma secretária. Qual é a meta para a pós-graduação?

A questão de funcionário é crônica, tenho 1.043 vagas em aberto, entre professores e técnico-administrativos, criadas, mas não autorizadas. Não é uma crítica ao governo, mas o Estado é moroso nessa questão de contratação. Têm processos que demoram até um ano e três meses para a pessoa assumir. Não é só a pós que não tem secretária, tem departamento que não tem secretária. O que temos feito é processo seletivo de ascensão dos servidores, que vai dar um quadro de quem pode ter ascensão e quem não pode e quais as vagas que vamos abrir para concurso. Hoje, não podemos abrir mais nenhum curso de graduação, eu queria abrir Nutrição, mas não tem como abrir. Qualquer curso de pós-graduação que fizermos, vamos ter que contar com a colaboração dos servidores e professores. A universidade expandiu demais a pós, o que é natural, mas não houve crescimento de número de professores para dar fomento. Quem autoriza vagas é o Estado, o reitor não tem essa autonomia.

Paulo Nishitani – Qual a sua posição em relação às cotas do vestibular?

Eu ainda acho que precisamos atender a questão dos pobres, não acho que deva existir rótulo de negro ou de branco. Se tem que ter cotas, podemos usar mecanismos como o imposto de renda dos pais dos vestibulando. Para mim só há uma raça, que é a raça humana. E dá muito trabalho para nós a questão das cotas na hora de avaliar, em pessoas que se declaram negras, mas você vai ver e a pessoa não é negra, declara que tem descendentes afro, dá muito trabalho administrativamente. A universidade precisa ter estatísticas nesses anos todos e levar isso para seu conselho. Sou favorável para as pessoas de baixa renda, porque nem sempre a pessoa de cor é pobre.

Luiz Henrique – Vou colocar um tema polêmico a pedido dos alunos, que é o assunto da sede do DCE [Diretório Central dos Estudantes]. Se na eleição para reitor o voto dos alunos corresponde a 33%, assim como docentes e servidores, por que na questão do DCE o senhor ‘barrou’ o diálogo com os alunos? Não houve democracia, na visão dos alunos.

A questão tem duas etapas. Qualquer gestor público que detecte irregularidade tem como dever de ofício corrigir isso, sob pena de ser processado. O DCE locou um prédio público para terceiros, e não podia fazer isso. Isso está comprovado nos autos, se o reitor não tomasse uma medida de reintegração de posse, qualquer um de vocês poderia me processar por omissão. Posteriormente chamei três alunos para conversar e disse que o imóvel perdeu a finalidade de DCE, estava sendo usado para festas, e que não pode haver duas sedes, e já existe uma sede muito bem montada no campus. Precisava desafogar uma fila de 200 crianças no Colégio de Aplicação [que fica ao lado da sede do DCE do centro] e precisava de espaço para sala de aula. Estamos dialogando e foi criada uma comissão no Conselho de Administração. Há proposta de fazer daquele local um museu. Agora, precisa ficar dito que a administração não é contra os alunos explorarem o DCE, podem explorar com cantinas, xerox, mas eles têm que tocar o negócio. Para finalizar gostaria de dizer que o DCE tem que recuperar sua ética, porque o espaço está sendo usado com finalidade que não atende à questão estudantil, atende a interesses particulares de um pequeno grupo que faz muito barulho. O DCE tem linha política, mas a representação estudantil não é mais só a do DCE, temos os centros acadêmicos, as 11 empresas júnior, a atlética, com 300 atletas. Criamos o Canal do Estudante, um elo de ligação com o aluno, mas não de assistencialismo, para angariar fundos com empresários da cidade para dar sustentabilidade e mandar os alunos para um congresso.

Mateus Rabello – Acho que pensar só no salário como forma de motivar professores é um pouco cômodo, acho que a universidade poderia puxar mais os alunos para si e motivar não só a comunidade, mas a sociedade, com outras ações.

Essa é uma visão empreendedora. Esse trabalho de conversa a corpo-a-corpo é feito constantemente nos centros pelos pró-reitores. Dois meses atrás lançamos a campanha Adote uma Sala/Adote um Laboratório, está no site. Pouquíssimos empresários querem colaborar. Nosso plano é pegar um grupo de empresários e pedir para que eles reformem um dos banheiros. Vamos trazer egressos e empresários para investir na universidade.

Jorge Ribeiro (enviada por e-mail) – Gostaria de saber se o reitor pode ajudar os alunos dos cursos de Engenharia Civil e de outras áreas a viabilizar intercâmbios internacionais. A Assessoria de Relações Internacionais (ARI) da UEL nada consegue fazer pelos alunos que a procuram, e os estudantes acabam sendo privados de uma visão internacional.

Antes acontecia que o aluno passava pela ARI, pela Pro Reitoria de Planejamento, onde ficavam os convênios para os estudantes buscarem estágio no Brasil e no exterior, e tinha a Pro Reitoria de Graduação, onde os alunos têm que se regularizar. Não estava bom, o aluno tinha que passar por um triângulo e era inoperante. Pegamos tudo isso e em 2006 criamos a Central de Estágio dentro da Pro Grad, que funciona para o aluno que busca estágio e intercâmbio dentro e fora do Brasil. A primeira sugestão para o aluno é buscar a Central de estágio e, segundo, ele tem que saber qual é a universidade em que ele quer estagiar. A identificação do aluno com o estágio começa no terceiro ano, e isso precisa mudar. Os alunos do primeiro ano chegam de forma audaciosa e irreverente, mas eles não têm um norte. Meu perfil de aluno [para iniciação científica] é: não gosto de aluno maconheiro, não gosto de aluno que usa piercing, não tenho intolerância religiosa, mas a pessoa tem que ter boa apresentação. Não posso mandar um porra-louca no congresso para representar a universidade.

Fonte: Jornal de Londrina