Waldez Ludwig em Londrina

28 09 2009

Há mais ou menos 1 ano atrás eu postei aqui esse vídeo onde o palestrante Waldez Ludwig falava sobre o valor das pessoas no trabalho e na vida. A boa notícia é que o Waldez estará de volta à Londrina no dia 9/10 no Hotel Sumatra com a palestra “O consumidor está no controle: estratégia, inovação e talento para grndes resultados”. Eu já tive a oportunidade de assistir a uma palestra dele há algum tempo atrás e recomendo!

As inscrições são gratuitas pelo telefone 0800 570 0800 ou http://www.sebraepr.com.br/semana. As vagas são limitadas e todos deverão levar 1 kg de alimento não perecível no dia do evento.





Fail

1 07 2009

É velho, mas continua divertido: Blue Screen of Death.





Cursos de Férias da UNIFIL

24 06 2009

Estão abertas as inscrições para os cursos de férias da UNIFIL!
Para visitar o hot site do evento clique aqui.





Palestra

19 06 2009

Caros amigos,

O quão preparados nós estamos para entrar no mercado de trabalho?
Como nos tornarmos melhores e mais competitivos?
Como poderemos exercer as nossas profissões da melhor maneira possível?

Foi pensando não em responder, mas em nos ajudar a refletir sobre essas questões que a 3E-UEL, o CAEL, o Crea Jr. e o blog ElétricaUel se reuniram para trazer à nossa cidade a palestra “Exercício profissional e sustentabilidade das profissões”, ministrada pelo engenheiro Ênio Padilha, autor de 5 livros e do artigo “Por que é que a gente é assim?” e que já ministrou cursos e palestras para mais de 15.500 profissionais em mais de 150 cidades de todos os estados brasileiros.

“Exercício Profissional e Sustentabilidade das Profissões” é uma palestra destinada aos profissionais e estudantes de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e que tem como objetivo provocar uma reflexão sobre as consequências para o futuro dessas profissões em função da maneira como elas são exercidas pelos profissionais no mercado de trabalho, nas instituições profissionais e nos governos.

Trata-se de uma palestra que busca estabelecer reflexões sobre a atividade individual dos profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia à luz das crenças, valores, princípios, ética e cidadania, buscando realizar a tão pretendida VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL.

Na palestra serão abordados temas como “A definição do exercício profissional”, “O discurso da crise”, “As “pragas” do exercício profissional”, “A importância real da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia para o desenvolvimento e a sustentabilidade da sociedade brasileira”, entre outros. Após a apresentação, haverá ainda um debate sobre o assunto com os presentes.

Local: Anfiteatro do CESA – UEL / Londrina
Horário: 18 horas
Investimento: R$ 5,00
VAGAS LIMITADAS!

INSCRIÇÕES:
Alunos da UEL: De 22/06 a 03/07 no Trailler do CTU
Alunos de outras universidades: Enviar e-mail para palestraenio@gmail.com que nós entraremos em contato!

Mais informações: palestraenio@gmail.com ou (43) 9929-3192 (Mateus)

Logos





Sem inovação, Brasil corre risco de “apagão tecnológico”

8 06 2009

Nesta sexta-feira,05/06, durante o segundo dia do 2º Encontro Nacional da Inovação Tecnológica da Indústria Elétrica e Eletrônica (Enitee), realizado no ABINEE TEC 2009, no Anhembi, em São Paulo, houve críticas à atual política adotada para a área no país.

O diretor geral da PROTEC (Pró-Inovação Tecnológica), Roberto Nicolsky, falou sobre o papel da inovação para a competitividade e sustentabilidade das empresas. Nicolsky alertou que, se nada for feito, o país corre um risco de sofrer um apagão tecnológico.

“O Ministro de Ciência e Tecnologia comemorou recentemente em artigo a quantidade de papers produzidos no Brasil como exemplo do sucesso do país. Mas quem come paper, quem é curado por paper?“, questionou o diretor da Protec. Para ele, a real dimensão do estágio de inovação do país é dada pela baixíssima produção de patentes.

Para demonstrar o desafio do Brasil nesta área, Nicolsky comparou a precisão e simplicidade da lei indiana de desenvolvimento tecnológico com a lei de inovação brasileira, esta complexa, repleta de incisos e que confunde os conceitos de ciência e tecnologia.

Além disso, ele afirmou que a encomenda tecnológica que está na Lei de Inovação não foi regulamentada. Da mesma forma, as compras governamentais que também estão na lei e não são utilizadas. Ao fazer um panorama do fomento ao desenvolvimento tecnológico no Brasil, o diretor da Protec criticou os editais de subvenção da FINEP que restringem a participação das empresas priorizando mais a fronteira tecnológica.

“Através de muitos pedidos feitos pela PROTEC, a FINEP incluiu como critério no seu edital de 2009 a viabilidade comercial do projeto”. Outro ponto destacado por Nicolsky foi o fato dos editais especificarem apenas 18 tópicos de projeto a serem submetidos para a análise. Para ele, a FINEP criou a loteria federal da tecnologia.

“Inovar não é fazer algo inédito, nem descobrir uma nova tecnologia. Países como a Coréia, China, Índia e Taiwan não lançaram nenhum produto e basearam seu crescimento no aperfeiçoamento de produtos”, concluiu.

No evento, o diretor de tecnologia da ABINEE, Nelson Luis Freire, afirmou que a entidade enviou à ABNT um rascunho para a criação de uma norma para a inovação, visando a disseminação do tema, nos moldes feitos com a questão da qualidade, através do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP).

“Hoje, a ISO 9000 é conhecida por toda a sociedade. O tema da inovação também deve ser levado a um público maior”, disse. Segundo ele, a intenção da ABINEE é a partir da norma criar o Selo da Empresa Inovadora.

O diretor da ABINEE ressaltou que a norma tem também como objetivo a diferenciação das empresas na participação em licitações nos órgãos governamentais e empresas de economia mista, além de promover a transparência nas análises dos processos de pleitos de concessão de incentivos à inovação.

Segundo ele, a norma contribuirá, ainda, para o melhor direcionamento dos investimentos na área. “0,9% do PIB de investimentos em P&D é muito pouco. Além disso, são mal investidos, pois não existe um planejamento maior”, completou.

O Gerente do Departamento de Tecnologia e Política Industrial da ABINEE e presidente do IPD Eletron, Fabián Yaksic, salientou que estão sendo feitas gestões junto à ABNT para acelerar a implementação da norma.

“Estamos engajados para que saia o mais rápido possível”, disse. Na ocasião, Yaksic fez uma apresentação detalhada sobre os principais objetivos do IPD, que visa elaborar e incentivar o planejamento e a execução de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológicos no setor elétrico e eletrônico, além de fomentar a aproximação entre empresas, universidades e institutos de pesquisa.

Fonte: Convergência Digital – 05/06/09





Por dentro dos containers do Google

6 06 2009




Por que é que a gente é assim?

1 06 2009

É na Escola de Engenharia que começa a ser destruída a nossa auto-estima. É na Escola de Engenharia que começa a ser forjado o nosso comportamento autodestrutivo, nosso desprezo pelos valores da própria profissão, nosso desgosto com a nossa própria atividade profissional. É na Escola de Engenharia que nasce a nossa falta de coragem empresarial e essa submissão inaceitável aos caprichos dos clientes.

Engenheiros, Médicos, Arquitetos, Advogados, Agrônomos, Dentistas…

Uma coisa leva à outra: toda vez que, numa conversa qualquer, o assunto “comportamento no mercado” vem à tona acabamos caindo nas inevitáveis comparações de engenheiros, arquitetos e agrônomos com médicos, dentistas e advogados…

Quando me perguntam o que eu acho disso (dessa comparação de profissionais tão diferentes) respondo sempre a mesma coisa: acho que essa comparação é JUSTÍSSIMA.

Se eu, engenheiro, por qualquer motivo, tiver de ser comparado com outros profissionais, acho muito justo que seja com médicos, com dentistas ou com advogados. Afinal temos muito mais coisas em comum do que diferenças. Somos todos prestadores de serviços. Nosso produto (nosso serviço) é altamente especializado e todas essas atividades demandam profissionais com capacidade intelectual diferenciada. Ninguém chega a ser médico, advogado, dentista, agrônomo, arquiteto ou engenheiro apenas por ter um belo par de olhos, uma voz doce, algum dinheiro no banco ou um padrinho influente… A conquista de qualquer um desses títulos demanda qualidades e habilidades especiais, muito estudo e empenho (às vezes até muitos sacrifícios).

Temos, é verdade, muitas semelhanças, quando a comparação é feita no nível da qualificação. Porém, no exercício das profissões e no comportamento empresarial de cada grupo as diferenças aparecem e são enormes. Neste texto concentramos nossas reflexões sobre a formação dos profissionais de Engenharia. No entanto, nossa experiência e a convivência com milhares de arquitetos e agrônomos dos mais distantes lugares do Brasil nos permitem acreditar que os conceitos podem se estender sem problemas também para esses profissionais. Voltemos no tempo.

Voltemos ao tempo em que essa pessoa (que hoje é um engenheiro) tinha seus quinze, dezesseis anos, um ou dois anos antes do vestibular. Esse moço ou essa moça é, muito provavelmente, um dos melhores alunos da sua sala (talvez da escola). É um expoente estudantil, requisitado pelos colegas, elogiado pelos professores, respeitado pelos pais (de quem é motivo de muito orgulho) valorizado pelos parentes, pelos vizinhos, admirado pelas garotas (ou garotos).

Comparemos nosso amiguinho com o estudante de quinze ou dezesseis anos que virá a ser médico, dentista ou advogado.

Veremos quase nenhuma diferença.

É isso mesmo. Na origem, são todos iguais. Têm o mesmo perfil, a mesma história, o mesmo rendimento. Todos são brilhantes e bem sucedidos.

Vem o vestibular. Ingressa, cada qual, na faculdade que escolheu… E é aí que as diferenças começam a aparecer. Os estudantes de medicina e de odontologia são enquadrados em um ambiente novo, com pessoas que se vestem de uma maneira diferente, se comportam de uma maneira diferente e que estabelecem uma identidade visual (e, por decorrência, uma identidade psicológica) com a atividade profissional que irão exercer alguns anos depois.

Os estudantes de direito, já nos primeiros meses de escola convivem com professores que vêm para as aulas de terno, gravata, sapato social, barba feita ou bem cuidada. E o mais interessante: aqueles senhores e senhoras respeitáveis, bem vestidos e de fina educação (os professores), tratam os seus alunos por “senhor” ou “senhora”, com toda a fineza e educação que a prática profissional recomenda. E estimulam seus alunos a acreditar e se convencerem de que são superiores. Que estão se preparando para “falar com o Estado” (privilégio que não é concedido a nenhum outro profissional…). Enfim, aprendem que precisam respeitar os outros, mas aprendem, antes de tudo, que precisam exigir respeito para si.

Nos últimos anos de faculdade, estudantes de odontologia e medicina já se vestem como se médicos ou dentistas fossem. Freqüentam clínicas e atuam como profissionais na área da saúde. Assumem, enfim, um ou dois anos antes de terminada a faculdade, todo um comportamento típico de médico. De dentista.

Os estudantes de Direito, por sua vez, a partir da Segunda metade do curso, já se vestem como advogados (roupa social, sapato, eventualmente gravata e um terno ou blazer…). Mantém com os seus professores e com os seus colegas um comportamento e um vocabulário apropriados para as lides jurídicas. E, o mais importante: são tratados, pelos seus professores, como Doutor. (Dr. Fulano, termine seu relatório até a próxima aula. Dr. Sicrano, esteja preparado para a prova final, na sexta-feira.). Apesar de ainda não terem concluído o curso.

Os estudantes de engenharia, ao contrário, a partir do início do curso, a única diferença que eles conseguem perceber na faculdade, em relação ao ensino médio é o grau de dificuldade (que simplesmente quintuplica!).

Não existe nenhum estímulo a um comportamento novo, nenhuma referência, um exemplo positivo de comportamento.
Nenhuma motivação para um desenvolvimento psicológico alternativo. Nenhum elemento que interfira na formação do profissional do ponto de vista da sua imagem física composta de aspectos visuais e comportamentais. A vida social, no ambiente da faculdade, é muito restrita, quando não inexistente.

Além do mais, a faculdade entra na vida desses jovens como um elemento de ruptura. Os alunos são colocados em uma condição a que eles não estavam acostumados. Estavam acostumados a tirar notas máximas com a maior facilidade e, de repente, passam a sofrer e ter grandes dificuldades para obter notas mínimas ou médias. Deixam de ser respeitados pelos seus professores que se tornam distantes e autoritários e perdem a admiração dos colegas que estão todos desesperados tentando se salvar de uma coisa que ainda não estão entendendo direito.

Não que as faculdades de medicina, direito ou odontologia sejam fáceis. Ocorre que lá os estudantes têm compensações psicológicas que os estudantes de engenharia não têm. Essas faculdades, por diversos mecanismos, inexistentes nas escolas de engenharia, dão continuidade ao amadurecimento psicológico e social do futuro profissional. E, com isto, mantêm em alta a motivação e auto-estima dos seus estudantes.

Na engenharia não existe nenhum processo de acompanhamento psicológico para aquele estudante desesperado que teve a sua carreira de sucesso estudantil subitamente interrompida (mesmo os alunos que continuam conquistando notas altas, acabam sentindo a falta do aplauso dos colegas, do respeito dos professores e da admiração coletiva). E não existe ninguém para explicar o que está acontecendo. Ninguém para dizer a este estudante que ele não é tão inepto ou incapaz como, algumas vezes os professores parecem querer provar.

É quase geral, por parte dos professores, nas escolas de engenharia, a manifestação desnecessária de superioridade intelectual, o exercício gratuito de poder e o terrorismo psicológico.

E o estudante, que entrou na faculdade no auge positivo da auto-estima, vai recebendo, ao longo de cinco anos, das mais variadas formas, uma única mensagem: “Você não é tão bom quanto você pensava que fosse !”.

Ao contrário dos estudantes de direito, medicina ou odontologia, que têm como professores, profissionais que atuam no dia-a-dia de suas atividades, os estudantes de engenharia passam cinco anos submetidos aos rigores (e, em alguns casos, caprichos) de engenheiros que não atuam, profissionalmente, como engenheiros e sim como professores, e que, portanto, não têm a vivência da atividade profissional e não têm a ciência ou a consciência das relações comerciais que vão definir o sucesso ou o fracasso dos profissionais que eles estão formando.

Como resultado disso, ao final de cinco anos, o estudante de engenharia se transforma em um engenheiro. E este engenheiro é completamente desprovido de auto-estima, de respeito próprio, de prazer profissional ou de consciência de mercado. Na metade do último semestre da faculdade, dois meses antes de receber o diploma e ser entregue aos leões do mercado, o estudante de engenharia ainda é tratado como mero es-tu-dan-te.

Em momento algum, durante a faculdade, o estudante de engenharia é tratado como engenheiro, em momento algum, durante esses cinco anos, a escola propicia a percepção da mudança de condição de estudante para a condição de profissional.

Estudantes de direito, medicina e odontologia, ao contrário, muito antes do fim da faculdade já têm uma noção razoavelmente clara das dificuldades do exercício profissional que eles irão enfrentar. Com isso vão desenvolvendo mecanismos psicológicos de defesa e saem da faculdade com maior grau de segurança. Entram no mercado profissional de cabeça erguida, com uma consciência de valor. E com todo o processo de construção da imagem profissional em andamento. Estudantes de engenharia não são estimulados a se vestir bem, nem a ter preocupações com técnicas de comunicação ou relacionamento social ou de exercício intelectual não linear. Com isso acabam não desenvolvendo habilidades gerenciais ou de relacionamento com o mercado.

Esta é uma das razões pelas quais as organizações de engenharia são, quase sempre, extremamente burocráticas e conservadoras.

Engenheiros (ao contrário de advogados, médicos e dentistas) não comandam seu ambiente de trabalho. Por mais que detenham o conhecimento e a técnica, os engenheiros são, via de regra, pouco influentes em relação ao produto final, seja uma construção, uma instalação, um empreendimento complexo ou um processo produtivo.

O mais lamentável é que os engenheiros, via de regra, só vão perceber os resultados da negligência com a imagem física, a comunicação não-verbal e o comportamento no mercado, depois de já terem acumulado muitas perdas desnecessárias (algumas das quais, infelizmente, irreversíveis).

E qual é a utilidade desse discurso? Qual a importância de se colocar este tema no papel? Porque tornar pública esta opinião, que, com certeza aborrecerá alguns segmentos? Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que a simples leitura deste ensaio leve um diretor de escola de engenharia, um professor, um estudante ou um profissional de engenharia a alterar o seu comportamento. O que se espera é que essas pessoas, a quem o texto é dedicado, tenham um momento de reflexão. E que a esse momento de reflexão se siga uma atitude. E que essa atitude tenha como objetivo dar um futuro melhor para a engenharia no Brasil.

A engenharia depende dos engenheiros. E os engenheiros começam a ser formados aos quinze ou dezesseis anos, ainda no ensino médio.

Eu ainda acho, como sempre achei, que o conhecimento científico que é transmitido aos estudantes durante a faculdade de engenharia é fundamental. E que o valor da engenharia está sustentado na capacidade intelectual e técnica dos seus profissionais.

No entanto, vejo como importantíssima uma nova visão, nesse processo de formação do engenheiro, que leve em consideração todo o relacionamento social dos estudantes entre si e com os seus professores. É importante que, aos estudantes, seja transmitida uma visão mais clara das relações comerciais que eles enfrentarão na vida profissional, seja na condição de profissionais autônomos, empresários ou empregados em alguma empresa.

Em qualquer um desses casos as relações sociais são elementos definitivos para o sucesso. É um “detalhe” que faz toda a diferença.

O estudante chega ao curso de Engenharia cheio de sonhos com a auto-estima elevada, transpirando confiança e auto-respeito. É muito triste que, dez ou quinze anos depois esse potencial tenha se transformado em um sujeito cabisbaixo, sem consciência de valor, destituído de auto-estima e respeito próprio. Abrindo mão da sua natural vocação de agente do desenvolvimento para ser mero instrumento de trabalho para terceiros.

Na Escola de Engenharia o engenheiro precisa ser “construído” para ser um vencedor. Precisa ser estimulado a acreditar no seu potencial. Confiar na sua inteligência. E, acima de tudo, precisa aprender a importância de manter a cabeça erguida.


O texto acima foi escrito pelo engenheiro Ênio Padilha e foi postado na comunidade da Elétrica há algum tempo atrás. Eu achei fantástico. Concordo com cada palavra e reconheci o curso que frequento em cada parágrafo. Muito do que o Ênio fala eu já falei e já escrevi ao longo desses anos e fico até com uma ponta de inveja de não ter conseguido reunir tudo em um texto só como esse.

Eu sinto que o ensino no nosso país está a um passo de uma revolução. A maioria das universidades públicas já não conseguem acompanhar a evolução do mundo, principalmente um curso de tecnologia como o nosso. Hoje não há mais espaço para organizações burocráticas e lentas como as universidades públicas. No cenário atual, uma organização que leva 3 anos pra entregar um equipamento de tecnologia solicitado será engolida sem piedade por organizações privadas muito mais dinâmicas, muito mais organizadas, muito mais focadas e muito mais precupadas com resultados.  A popularização do ensino à distância vai permitir que estudemos em nossas casas com os melhores professores do país e do mundo. Só sobrarão as melhores. Duvida? Então pergunte aos seus pais em qual escola eles estudaram quando eram novos. Em uma escola pública. E elas eram, de fato, as melhores. Hoje, um pai que quer garantir Educação de qualidade aos seus filhos tem que desembolsar pelo menos R$ 400,00/mês em uma escola particular. Com as universidades vai acontecer a mesma coisa.  É triste dizer, mas a nossa geração vai pagar universidade particular para os seus filhos porque simplesmente universidades públicas já não serão mais as melhores.

O mundo mudou e a educação pública ficou parada lá atrás. A máquina pública brasileira não é competitiva. Já dá pra ver mudanças em alguns governos e em algumas escolas, mas ainda são muito pontuais. Uma escola de Engenharia que começar a trabalhar esses pontos aí de cima hoje vai liderar amanhã. E quem não trabalhar esses pontos vai morrer. Não é novidade, é o evolucionismo em prática.

O engenheiro Ênio Padilha vai estar em Londrina no dia 6 de julho ministrando, no anfiteatro do CESA, às 16 horas, a palestra “Exercício Profissional e Sustentabilidade da Profissão”. Para confirmar a sua presença desde já CLIQUE AQUI.

Comentários, críticas e sugestões para esse post serão muito bem-vindas!